Tarde
encantada. Beijo no queixo, curioso olho no olho, mão tremor na mão,
nosso amor pulsando louco em um só coração. Abraço mágico, promessa de
realidade, candura derivada, respiração torta, absorto, quase atropelo
pela rua solto, olhares incrédulos, sorrisos bobos, o tempo contra nós e
uma força a nos arrastar. Calor no frio, surpresa certa, medida única,
encaixe de alma, e se quiseres duvidar do meu amor, põe em cheque até a
verdade dos incautos, mas por favor lhe peço: confia em minha alma, pois
até quando a pele encher de rugas e o último “cantito” entoar
melindrado, pertencerei a você e ecoarei por vida o que levarei no hiato
da morte, você dentro de mim por toda sorte, pois és para mim canção
eterna desde quando viestes até o crepúsculo final e o amor há de compor
o que agora e para sempre serão sempre dois.