28 de jun. de 2009

Nome substantivo...

Sente-se abusiva. Louca. Roubando a liberdade do próprio eu. Difícil. Segura os olhos e luta para não fazer algo arrependível, mas nesse ponto tudo é. “- Egoísta.” Sempre que essa palavra ecoa em mim, sinto que sou a mais indigna das mulheres. Insegura. Sente-se solitária.
Sempre que essa palavra ecoa em mim, ela está sozinha e sozinha fica. Não quero admitir que perdi, não quero nunca admitir que não fui suficiente. Sente-se louca. Falando pra ninguém, afogando a doída respiração no pesado travesseiro.
Falando pra ninguém. Traindo a beleza do laço bonito que insisti estabelecer.
Traindo a minha beleza, a beleza do meu ser. É doentio. Viral. Inerente. Não escorre sob a forma de lágrimas. Fica ali, fica em mim, matando.

A tal pera do topo,

Aquela da história; a que só o bravo e valente alcança. É, aquela mesma: meio vermelha, meio amarela e meio verde de não-madura. Que fica esperando o verde sumir para então cair podre no chão. Ela mesma!
Porque disse o sábio que as localizadas no topo oposto não-quase-servem, mas acabam quase-servindo, suprindo os mais famintos e afobados.
Porém, quem disse que a pera do topo, oposta ao oposto, é mais deliciosa, bonita ou mais agradável ao gosto do que aquela maldita que inventou de crescer suas formas ali, mais próximo do chão?
O gênio consensualizado lá entendia de maturação? De fotossíntese? Que dois corpos não ocupam ou não podem ocupar o mesmo lugar no espaço?
O espaço arbóreo ficaria tão mal-desenhado se todas as peras resolvessem florir seus cheiros apenas perto do céu.
Ah, na verdade essa historinha de peras rarefeitas de ares mais macios e mais gostosos e tudo balelê para parecer atrativo,e incitar o atrever. Até porque as perinhas mais expostas as luzes fortes do dia da manhã tendem a criar ruguinhas precoces; além disso, são tão mais beijadas por qualquer vento vivo. Expostas ao qualquer. Caem deformadas e tortas ao chão de tão altas que são.
De fato são todas iguais, a diferença talvez se perceba provando. E cá entre nós,
só se querendo muito, inventando mesmo, distinguimos o comum da transgênia; no mais
transformamos qualquer fruta em um tipo de banana.

Absurda essa ideia sem acento.

Na minha opinião, sabe, humilde e superficial, eu acho que o João deveria se soltar mais. Ah! Sabe uma festa? Tipo, se soltar numa festa. Se acabar numa dança, cair num samba ou simplesmente cair no chão; cair de maduro e de bobo. Rolar rocambole com a mãe, jogar ping-pong com o pai dele! Sabe!? o João tinha que viver logo, não deixar pra depois esse viver não. Vai que ele se tornar um Luiz! Juro, assim, eu não gostaria que o João deixasse de ser João e de repente virasse um Luiz. Do nada. De uma hora pra outra. Talvez se o João se tornasse um João Pedro... Antonio... É.

Por que eu escrevo?

Eu escrevo porque sinto uma necessidade muito grande de inventar, criar verdades novas ou falar das já existentes com outra roupagem. Escrevo para desabafar no papel todas essa confluência de informações do dia-a-dia. É muito mágico o que você pode fazer com as letras, com a mistura de idéias, a mistura de vida, as palavras da noite e as pausas de pensamento ali criando algo maior. Pra mim, a escrita é algo muito maior. Eu escrevo muito melhor do que falo. E adoro confabular desacontecimentos. Eu escrevo porque gosto de mexer com as emoções do meu EU e, sobretudo, com as emoções dos EUs alheios.
Não almejo diariamente a perfeição escritual dos grandes autores e blá blá blá, só gosto de ver na folha, no blog, no bilhete, em qualquer lugar, as palavras organizadas e gerando milhares de pensamentos sobre elas; ainda que sejam poucas as palavras, ainda que única. A verdade é que a minha vida é um escrever, um escrever que vai comigo e que às vezes nem vai para o papel.

14 de jun. de 2008

?????

Falar é completamente fácil,
quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer
diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém,
dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas
e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia
e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência
quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém
que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados
pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica
quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.
Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo,
mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas,
ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas
vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade, que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata.

Beijos da sempre

11 de jun. de 2008

Felicidade realista

FELICIDADE REALISTA(Excertos)
(Mário Quintana)

...” E quanto ao amor?Ah,o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário...Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade.Você pode ser feliz solteiro,feliz com uns romances ocasionais,feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.Não existe amor minúsculo,principalmente quando se trata de amor-próprio.A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a,invente seu próprio jogo.Faça o que for necessário para ser feliz.Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples,você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade...”

9 de jun. de 2008

"Quão louco é preciso estar pra ignorar o que é estranho;
até tornar comum? E enquanto o dia passa observar, achando graça, o nada chegar a lugar algum? Como jogar numa balança minha carência e toda essa estranha segurança de saber que você está aí para ouvir minha incoerência a cada mudança? Eu gosto de argumentar e gosto pouco da complicação e a cada nova discussão você espera que eu volte a falar o que é bom ouvir como se a diferença fosse sempre pretexto pra eu me declarar e nos unir... como se isso fosse preciso. Não será incoerência se eu ceder e acatar de cara aquilo que você pensa às vezes, e romper tudo num beijo levando assim a paz desejada. Sem me preocupar com orgulho ou dependência. Ser menos racional, sem me sentir mal. Acho que essa é minha deixa, amar e deixar ser amada com a FORÇA da liberdade que volta exatamente por ser livre"