19 de jan. de 2010

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice.




Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

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Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente.


Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero,

não enganar os outros.

Mas ser transparente é muito mais do que isso.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente...

Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar

as armas, destruir muros...



Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde...

Mas, infelizmente, a maioria decide não correr esse risco.

Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana.

Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma...

Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir

que não sabemos nada e que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos

distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim:

manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.



E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos

sentimentos...

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já

não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a

compartilhar...

A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós.



Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita

dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar...

Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro!

Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a doçura!

Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não

esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...

Chega de tentar controlar tanto....

Responder tanto...

Competir tanto...

Tente simplesmente viver, sentir e amar.

18 de jan. de 2010

O teu riso


O teu riso




Tira-me o pão, se quiseres,

tira-me o ar, mas não

me tires o teu riso.



Não me tires a rosa,

a lança que desfolhas,

a água que de súbito

brota da tua alegria,

a repentina onda

de prata que em ti nasce.



A minha luta é dura e regresso

com os olhos cansados

às vezes por ver

que a terra não muda,

mas ao entrar teu riso

sobe ao céu a procurar-me

e abre-me todas

as portas da vida.



Meu amor, nos momentos

mais escuros solta

o teu riso e se de súbito

vires que o meu sangue mancha

as pedras da rua,

ri, porque o teu riso

será para as minhas mãos

como uma espada fresca.



À beira do mar, no outono,

teu riso deve erguer

sua cascata de espuma,

e na primavera, amor,

quero teu riso como

a flor que esperava,

a flor azul, a rosa

da minha pátria sonora.



Ri-te da noite,

do dia, da lua,

ri-te das ruas

tortas da ilha,

ri-te deste grosseiro

rapaz que te ama,

mas quando abro

os olhos e os fecho,

quando meus passos vão,

quando voltam meus passos,

nega-me o pão, o ar,

a luz, a primavera,

mas nunca o teu riso,

porque então morreria.



Pablo Neruda

Me dê a chance de enlouquecer por vc...

Me deixa sentir o que é enlouquecer... de Amor,
de você... dos teus carinhos, dos teus beijos...
Me faz sentir enlouquecida de Amor, de desejos,
de você... dos teus toques macios, da tua pele quente...
Me guie por caminhos nunca antes percorridos...
de você... caminhos da tua pele molhada, ou seca,
esperando que te faça sensação molhada, como numa brisa do mar... suave mas ao mesmo tempo...
encantadoramente devastadora...
Me mostra o que é amar de verdade, o que é...
de você... sentir o desejo quente, molhado e...
perdido para sempre na tua boca sonhar acordada com
os teus carinhos mais quentes... enquanto fazemos
Amor como se amanhã não fosse mais chegar...

12 de jan. de 2010

*****

Hoje o vento meu roubou de novo a tranquilidade,



surgiu não sei de onde e me fez palpitar de ansiedade...



Te vi a minha frente sem ao menos saber quem és,



e o tempo se fechou dentro do meu coração...



O Amor tem razões que fogem à nossa razão, e num



desmentir de emoções novamente de ti me vi tirado...



Das tuas mãos no meu rosto restou o perfume da tua pele,



cheiro esse que embriaga cada instante do meu ser,



e meu ar no vento que te trouxe com ele se foi...



Instantes de vida são essências que nos formam o que somos,



nos dão a sensação que essa vida não espera que sejamos



aquilo que sonhamos, que devemos sim amar sem mentiras,



amar de verdade e nos entregarmos com um sorriso de eternidade...



Aquele momento que tivestes para se tornar meu não retorna,



é mais um que se vai, mais um que deixou de existir amor,



A felicidade realmente, acredite, não tem hora para chegar,



mas com certeza não permanece na vida de quem deixa o Amor passar



sem fazer dele o mais lindo momento da sua vida...

10 de dez. de 2009

TÃO SUTILMENTE EM TANTOS BREVES ANOS



Tão sutilmente em tantos breves ano




foram se trocando sobre os muros




mais que desigualdades, semelhanças,




que aos poucos dois são um, sem que no entanto




deixem de ser plurais:




talvez as asas de um só anjo, inseparáveis.




Presenças, solidões que vão tecendo a vida,




o filho que se faz, uma árvore plantada,




o tempo gotejando do telhado.




Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe




o pó de um cotidiano desencanto.








Tão fielmente adaptam-se as almas destes corpos


que uma em outra pode se trocar,


sem que alguém de fora o percebesse nunca.



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Tão sutilmente



Tão subtilmente em tantos breves anos




Foram se trocando sobre os muros




Mais que desigualdades, semelhanças




que aos poucos dois são um, sem que no entanto




deixem de ser plurais:




talvez as asas de um só anjo, inseparáveis.




Presenças, solidões que vão tecendo a vida,




O filho que se faz, uma arvore plantada,




O tempo gotejando no telhado.




Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe




O pó de um cotidiano desencanto..










Tão fielmente adaptam-se as almas destes corpos




Que uma em outra pode se trocar,




Sem que alguém de for a o percebesse nunca.