Não dá pra fingir que não sente nada. É natural que sinta....:(
11 de mai. de 2013
22 de abr. de 2013
Quem nunca?
Tarde encantada. Beijo no queixo, curioso olho no olho, mão tremor na mão, nosso amor pulsando louco em um só coração. Abraço mágico, promessa de realidade, candura derivada, respiração torta, absorto, quase atropelo pela rua solto, olhares incrédulos, sorrisos bobos, o tempo contra nós e uma força a nos arrastar. Calor no frio, surpresa certa, medida única, encaixe de alma, e se quiseres duvidar do meu amor, põe em cheque até a verdade dos incautos, mas por favor lhe peço: confia em minha alma, pois até quando a pele encher de rugas e o último “cantito” entoar melindrado, pertencerei a você e ecoarei por vida o que levarei no hiato da morte, você dentro de mim por toda sorte, pois és para mim canção eterna desde quando viestes até o crepúsculo final e o amor há de compor o que agora e para sempre serão sempre dois.
28 de mar. de 2013
25 de mar. de 2013
:(
Minha mágoa foi porque eu tinha me preocupado tanto com
você e você não teve a menor consideração. Mas deixa. Eu preciso
aprender. Olha, tem muita coisa no mundo que eu não entendo, mas quer
saber o que realmente não entra na minha cabeça? Como pode uma pessoa
saber que te deixou triste e simplesmente não fazer nada quanto a isso?
Se eu sei que deixei alguém chateado por uma atitude minha é evidente
que vou procurar a pessoa, ligar, fazer alguma coisa. Jamais vou ficar
quieta, na minha, sem saber o que a pessoa tá pensando ou sentindo. Se
tá chorando ou com raiva. Além disso, tem o essencial: vou querer
consertar. Ainda mais se a mancada foi minha. Agora me pergunto: como
pode alguém cruzar os braços e deixar rolar? O que adianta dizer que eu
gosto muito de você, que você é mega importante pra mim se eu te deixo
triste e não faço nada pra mudar isso?
Clarissa Correa6 de mar. de 2013
Tenho pressa de você!
E aqui dentro deste meu ninho de timidez
te grito, te quero, te chamo, te amo!
Mas não vê? não ouve? não quer? não sente?
E se joga no mundo, como confete atirado do décimo andar de um prédio, sem destino ou critério, mas sempre a cintilar, enfeitando toda a rua, encantando todos os olhos, moldando sorrisos, e no fim do vendaval estilhaçado no asfalto, ou no canto de uma rua principal, como se não houvesse nenhuma vertente.
Aqui de dentro, eu rezo, te peço, e permaneço nessa eterna prece.”
te grito, te quero, te chamo, te amo!
Mas não vê? não ouve? não quer? não sente?
E se joga no mundo, como confete atirado do décimo andar de um prédio, sem destino ou critério, mas sempre a cintilar, enfeitando toda a rua, encantando todos os olhos, moldando sorrisos, e no fim do vendaval estilhaçado no asfalto, ou no canto de uma rua principal, como se não houvesse nenhuma vertente.
Aqui de dentro, eu rezo, te peço, e permaneço nessa eterna prece.”
11 de fev. de 2013
Ahhh, Zé!
“Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu
consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais
sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém
acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da
minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já
era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma
ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o
braço, Zé? Desculpa. Hoje tem risada alta, tem festinha, tem maquiagem e
música. O senhor promete que não me julga, Zé? Eu sei que você se
atrapalha, liga aqui pra cima e fica até mudo. São tantos nomes, não é?
Mas é só fazer que nem eu: chama todo mundo de “o outro”. Todos são
outros. Porque o de verdade, Zé, o de verdade não existe. A gente chora,
escreve lá umas poesias profundas, chora, mas um dia a gente acorda e
descobre que esse aí não existe não. Amanhã é um novo dia. Um novo outro
qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso
te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha,
Zé.”
| — | Tati Bernardi. |
5 de fev. de 2013
***
Uma permanência pautada de mentiras. História cega e
fantasiosa de dois amantes que ardentemente se desejavam, mas teriam um
fim. A luz que não existe, o livro que porta as folhas em branco e que
não contarão a nossa fábula. O tempo que eu dediquei, todo à você,
prazerosamente, sem pesar. A tua terra fértil, na qual jamais cheguei a
pisar. O teu orgulho amedrontado e as tuas frases decoradas, esperando o
momento oportuno para serem ditas e que nunca foram. As promessas
irônicas balbuciadas com o teu tom arrogante. A corda que você colocou
no meu pescoço e apertou, aos poucos, assistindo a minha agonia. A
tentativa falha de derramar as lágrimas atravancadas na garganta e que
insistem em não cair. A tua manha enganosa e embromada, ensaiada na
frente do espelho. Por quantas vezes você mentiu? Venho tentando fugir
da efetividade dos fatos, mas tudo ao meu redor desengana. Tudo é falso
demais, miragem ou ilusão de óptica. A voz não sai, se perdeu nos teus
braços longos e no teu colo acolhedor. Falsário. O meu silêncio você
consegue ouvir? Não fala nada, qualquer palavra tua é desatino, corrói e
eu me entrego. Apenas ouça do que o vácuo se alimenta, a ausência. Do
som, do afeto, dos planos incoerentes e de tudo aquilo que tomou, para
si, um fim
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