17 de jun. de 2011

A dois

Danem-se as flores da primavera
ou o calor do verão...
somos os frutos de outono
doces e suculentos...
E que venham os dias cinzentos
os recebo de braços abertos

Ela diz:
O cinza me acorrenta..
mexe com minha alma
sou do sol...
da escuridão da noite...
do grito do pássaro...
voando sem destino..
meu nome é LIBERDADE.

Ele diz:
Eu te ilumino e aqueço
mesmo sendo vc a estrela...

Ela diz:
Entao venha..
Eu te devolvo a paz...
E voce me devolve o brilho

Ele diz:
Eu sou só um apaixonado
só um pequeno príncipe...
num reino de uma só rosa
e uma princesa distante...

Ela diz:
Em dias nublados
Meu riso se perde
minha estrela não brilha..

Ele diz:
Minha estrela é só brilho!!!

Ela diz:
Se esconde atrás das nuvens cinzentas..
Meu amarelo ouro
Desponta por voce...
Q cintila no meu coração
E mora na minha alma

Ele diz:
Então não se oculte
brilha minha estrela
ofusque tudo com tua luz

Ela diz:
A luz da minha estrela
se alimenta do seu amor..

Ele diz:
Brilha..
e me cegue de encantamento
me atordoe de contentamento
me tire o prumo de prazer

Ela diz:
Se é o meu brilho
Que te devolve o prazer de viver..

Ele diz:
Me enlouqueça de felicidade
e depois durma nos meus braços...

Fácil? Nunca é extremamente fácil...

Existem certas situações na vida, creio eu que a maioria delas, que para que nos sintamos inteiros
é necessário sair do conforto da água na canela e mergulhar fundo, sem medo do que iremos avistar ou viver.
E a partir daí, e só assim, poderemos então entender que somos nós que decidimos o quanto queremos e iremos nos  "aprofundar "  e viver de verdade e com afinco as nossas escolhas.
Prá viver, não sobreviver, é preciso ter coragem!
E quem foi que te disse que seria fácil?
Pode não ser fácil, a liberdade nunca é...mas é possível!!!

6 de jun. de 2011

*****

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão poerfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
Clarice Lispector

4 de jun. de 2011

###

"O que quer que você faça na vida, será insignificante.
Mas é muito importante que você o faça porque ninguém mais o fará.
Como quando alguém entra na sua vida, e metade de você diz que não está nem um pouco preparado. Mas a outra metade diz: faça que ela seja sua pra sempre."

2 de jun. de 2011

CFA


"Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória. Mas o sorriso (...) ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo."

" Não é que pensei outra coisa de gente grande? Esta é assim: tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito, porque não tem complicação. Coisa simples é lindo. E existe muito pouco. "

Uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente"

"Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo"

1 de jun. de 2011

.............................

"Sofro por tudo, mas não mais que quinze minutos. Meu coração é tão cheio de amor, que o sorriso prevalece em meu rosto até na dor.

31 de mai. de 2011

O Amor...

O amor nunca morre de morte natural. Añais Nin estava certa.
Morre porque o matamos ou o deixamos morrer.
Morre envenenado pela angústia. Morre enforcado pelo abraço. Morre esfaqueado pelas costas. Morre eletrocutado pela sinceridade. Morre atropelado pela grosseria. Morre sufocado pela desavença.

(...)
O amor não morre de velhice, em paz com a cama e com a fortuna dos dedos.
Morre com um beijo dado sem ênfase. Um dia morno. Uma indiferença. Uma conversa surda. Morre porque queremos que morra. Decidimos que ele está morto. Facilitamos seu estremecimento.
(...)
O amor é perigoso para quem não resolveu seus problemas. O amor delata, o amor incomoda, o amor ofende, fala as coisas mais extraordinárias sem recuar. O amor é a boca suja. O amor repetirá na cozinha o que foi contado em segredo no quarto. O amor vai abrir o assoalho, o porão proibido, fazer faxina em sua casa. Colocar fora o que precisava, reintegrar ao armário o que temia rever.
O amor é sempre assassinado. Para confiarmos a nossa vida para outra pessoa, devemos saber o que fizemos antes com ela