29 de set. de 2011



"Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."

23 de set. de 2011

Asas

"Tudo que nos faça saudáveis e felizes. Pois o amor dá asas e queremos é voar."..

16 de set. de 2011

Adrilles Jorge

Eu te amo aos pedaços, fatiada
ao doce tempero da ilusão
entranhada no desgosto do nada
desejada nos desvios do não

... Amo em ti a negativa atávica
atada ao meu reflexo martirizado
Amo tua sombra previamente trágica
fossilizando meu futuro macerado

Amo o desvelo dos descaminhos cruzados
percorrendo a pele ilícita do teu corpo etéreo
Amo a tortura do tempo nos olhos varados
ressoando nas vísceras de um feto funéreo

Amo a frágil inconsistência de um fracasso
realizado às margens de um toque consumado
Amo, qual Cristo, crucificar-me em quase abraço
a revelar a insânia de um amor crucificado.

(Adrilles Jorge)

14 de set. de 2011

*

Apenas Vejo...

E já não faz diferença enxergar.
O que será mais fácil?

Ontem sussurrei ao silêncio palavras de desafio,
recolhi assim respostas...
Teimo sim, em desfaz qualquer laço contra os "nãos" que vindouros, perdem a força cada vez que renuncio.
Trocas desfeitas, há quem chame de "tolos" os que em plenitude, seguem verdades as quais nunca virão.
Desejo? Inocência?
Difícil mesmo é não mais diferenciar, não me recompor cada vez que insistente perturbo a minha alma pra me convencer que tudo, não passou de mais um nada e que sou sim capaz de prosseguir.
Tornei-me fruto moldurado, retrato sem lembranças...Tornei-me trevas nos passos que sugiro aos meus caminhos.
Não buscar ou mesmo não mais querer, por que noites atrás, eu sonhei sim, e a realidade me faz rever que tudo fazia sentido.
Sem cor, o sabor da vida é o tempero que desenho, a ilusão que construo é o sonho pro futuro e o meu futuro, este desvenda-se a cada atitude, por fim ou por intermédio das reticências, bobagem sim, mais que se torna necessária ao meu olhar e se refaz a cada linha manuscrita, quem mal dirá?
Amor é sim jogo sem começo, e somos nós quem decidimos o FIM.
Escolho por ser testada, por jogar e talvez, me reinventar após PERCAS,
sou mais que espírito,
SOU HUMANA.
Escrito monologado, repassado e amassado, sou presente que não volta, passado que não resumiu e fim que começa apartir das minha vontades.
Poeta do silêncio, manuseio metáforas...E até prefiro que assim seja.

10 de set. de 2011

;)

“Um domingo de tarde, sozinha em casa, dobrei-me em
dois para a frente – como em dores de parto – e vi que a
menina em mim estava morrendo. Nunca esquecerei esse
domingo. Para cicatrizar levou dias. E eis-me aqui.
Dura, silenciosa e heróica. Sem menina dentro de mim..”

(Clarice Lispector)