20 de out. de 2012

É verdade


Todo abandono é comprovação que devemos amar apenas o que nos pertence. Independente do espaço ou do que foi escrito, não importa quem você ame desde que essa pessoa te faça feliz.

Temos costume de escolher o mais difícil porque não acreditamos em amor fácil, em amor certo. Precisamos corrigir o destino, nos contentamos com as lágrimas e a falta de aviso prévio da cama vazia. Nos comprometemos com o drama, porque amor bonito é o que nos faz sofrer, é o que nos faz superar o fim do mundo.

É ilusão querer uma vida em que não somos amados o suficiente, em que a possibilidade do “até a morte os separe" não seja recíproca. Migalhas sentimentais não preenchem coração nenhum, mas preferimos isso por pensar ser tudo.

Freqüentamos respostas mudas por esperança que possa melhorar, por espera sem hora marcada, por medo de não complicar o suficiente e provar o quão verdadeiro é o sentimento. Então, vem à decepção, vem o desgaste das mãos, vêm os passos perdidos e uma vontade enorme de ter a chance de fazer tudo diferente, mas igual.

A preocupação de consertar a infelicidade é tão grande que não percebemos que felicidade verdadeira vem sem exigências, sem prazo de validade e sem controle sobre o saldo de risos. A pessoa que pode te amar de verdade não vai te obrigar a entender isso, vai te mostrar permanecendo sempre ao teu lado. Completando os espaços vazios ao teu redor, ajudando sem mentir, e você notará que há anos luz esse alguém só estava ali por causa de você.
Antes de tudo e de qualquer um, alguém ali por você. Alguém ali que pode te ter e te manter com amor, um amor que já veio certo. Sem precisar de correção gramatical ou de aulas de etiqueta. Dessa vez, você amará quem te pertence e não quem tentou se fazer de teu.

Nosso tempo


O mundo sem você é decepção e essas fraquezas do meu coração são causadas pela tua falta. Nenhuma multidão consegue me fazer sorrir, nenhum telefonema me tranquiliza e por tudo isso eu sinto que adoeço em parcelas – pequenas, mas imensas parcelas das memórias que criamos juntos.

Minhas lágrimas já atravessaram todas as fronteiras possíveis da saudade, mesmo sem querer te amo, mesmo reconhecendo isso eu te quero. A tua ausência é amostra do inferno, e agora sou só resto de domingo sem querer existir na segunda-feira. Todos os erros nos trouxeram até aqui e já não importa quem tem mais parcela de culpa ou quem não deveria ter feito ou desfeito tantas justificativas sem desculpas.

Eu te amo como se não pudesse amar nada além de ti. E tenho morrido por não sentir mais teu abraço sobre minha cama. Não pense que está sendo difícil pra mim, está sendo insuportável. Meus dias são um café frio sem açúcar, sem gosto, sem vontade.

Todo segundo imagino como seria estar contigo, tudo a minha volta me faz pensar em nós. Quem sabe a gente possa recomeçar e você possa entender que apesar de tudo e todos, a felicidade está em nossas mãos dadas. Me dá chance de te mostrar que somos de verdade, que essa vida só vai dar certo se eu estiver contigo.

10 de out. de 2012

Jason Mraz - Won't Give Up



Eu Não Vou Desistir


Quando olho em seus olhos
É como assistir o céu noturno
Ou um belo amanhecer
Eles carregam tanta coisa
E como as estrelas antigas
Vejo que chegou tão longe
Para chegar aonde está
Qual a idade da sua alma?

Eu não vou desistir de nós
Mesmo que os céus fiquem severos
Estou te dando todo meu amor
Permaneço olhando para cima

E quando precisar de seu espaço
Para navegar um pouco
Eu estarei aqui pacientemente esperando
Para ver o que vai encontrar

Porque até as estrelas queimam
Algumas até mesmo caem sobre a Terra
Temos muito a aprender
Deus sabe que somos dignos
Não, não desistirei

Eu não quero ser alguém que vai embora tão facilmente
Estou aqui para ficar e fazer a diferença que eu posso fazer
Nossas diferenças fazem muito para nos ensinar como usar
As ferramentas, as habilidades que temos sim que temos muita coisa em jogo
E no fim, você ainda é minha amiga, pelo menos não fomos tendenciosos
Para funcionarmos, não quebramos, não queimamos
Tivemos de aprender a ceder Sem deixar o mundo ceder à pressão
Tive que aprender o que tenho e o que não sou
E quem sou

Eu não vou desistir de nós
Mesmo que os céus fiquem severos
Estou te dando todo meu amor
Permaneço olhando para cima
Permaneço olhando para cima

Eu não vou desistir de nós
Deus sabe, sou difícil, ele sabe
Temos muito a aprender
Deus sabe que merecemos

Eu não vou desistir de nós
Mesmo se os céus fiquem severos
Estou te dando todo meu amor
Permaneço olhando para cima

17 de set. de 2012

Guarda pra mim...

Guarda, para mim, o teu melhor sorriso. E a tua mais alta risada. Guarda o cheiro do teu corpo quando você acaba de sair do banho, e daqueles outros tantos perfumes que você usa. Guarda, para mim, o som mais inesquecível, que é o da tua voz. Guarda até aquelas suas manias bobas, que me fazem sorrir. Guarda cada detalhe teu, cada milimetro, cada minúcia tua… Eu faço questão, mesmo que isso pareça bobo. Guarda o teu abraço quente para a noite mais fria e, também, teu abraço apertado para o nosso reencontro. Guarda os teus olhos que me enxergam muito melhor do que eu sou. E que, quando me olham, me fazem querer ser olhada cada vez mais. Guarda, para mim, o teu jeito de menino. E as tuas piadas sem graça que eu finjo achar graça só para te ver rindo daquele teu jeito bonito. Guarda as tuas manias, e esse teu costume de dormir escutando a minha voz. Guarda os teus medos, teus tropeços e erros. E, se algo der errado, guarda a tua confiança em saber que eu tornarei tudo melhor. Guarda, amor. Guarda o que for teu. Mas, deixa que eu guardo o teu coração. Deixo ele bem aqui, coladinho ao meu.

4 de set. de 2012

Leia...

Não faltou amor, disso eu tenho absoluta certeza… Mas então qual foi o nosso problema? Talvez tenha sido excesso de alegria, carinho, sei lá. Suponho, talvez, que tenha sido muito amor. A sua parte se doou aos poucos… Eu não me contive, me doei inteira ao nosso amor. Não me arrependo, jamais pense isso, por favor. Só acho que coloquei muita fé naquilo que nem era tão importante pra você. Pra mim, era o chão, o céu, e mais que isso. Você era o responsável pelo meu sorriso, pela minha alegria. Eu ouvia a sua voz, o meu mundo coloria e logo tudo voltava ao normal. Passava aquela ausência de pessoas que poderiam mudar tudo. O tempo passou, mudou tanta coisa em nós. Aquele tão esperado amor apareceu e durou pouco, e pra ser bem sincera, preferia que nem tivesse acontecido. Você veio, mas se foi muito rápido. Juro que houve um tempo em que eu te desejava, e as circunstâncias que me separavam de ti, também me faziam permanecer paciente. Eu sonhava com o nosso reencontro, vivia ouvindo as nossas músicas, lendo as nossos históricos. Apenas existia nós na minha cabeça. Obsessão insegura me unia a você, mesmo de tão longe. E se hoje houvesse uma comparação pro meu amor daquela época, eu diria gelo. Isso mesmo, não se assuste. Gelo por ser sólido e frio. Só que aos poucos foi derretendo, sumindo aos poucos. Se tornou líquido, essas são as minhas lágrimas. Ai evaporou. Quebrou, morreu. Desculpe, mas não consegui fazer reviver esse amor sem a sua ajuda. Meu esforço, em vão, não valeu de nada. Sabemos que foi melhor assim. Ainda vou te ver novamente, trilhando o meu próprio caminho e vivendo a minha vida. Você vai estar fazendo o mesmo. Quem sabe se nos encontramos e passamos a construir o nosso futuro? Quem sabe se renasce aquilo que um dia sentimos? Ninguém sabe. Eu torço pra que fiquei bem… No fundo a gente se espera. Vagando por um mundo qualquer, a gente se encontra…

15 de ago. de 2012

Não desligaaaaaaa!

Vou até o Japão. Falo sério, não desliga o telefone, não diz adeus agora, não estraga a minha súplica: não me corta na hora errada. Eu me cortei, você sabe. Cortei lá dentro, mais do que uma navalha poderia cortar. Cortei veia e artérias, esperanças e histórias… Eu te cortei. Nós nos cortamos. Não, não chora… Por favor. Eu não estou gastando dinheiro para chorarmos, mesmo que eu já tenha feito isso de graça por mil dias desde aquele último. Nós nos cortamos porque as pessoas são assim, erro de cálculo humano: elas se perdem e se cortam diariamente. Cortes internos de uma tal maneira que o médico semana passada disse que nunca me viu tão saudável. Ah, se ele soubesse… Você não pensa no curativo? Eu penso, todos os dias. Eu tentei alguns, vou confessar e, por favor, não quebre a caneta que você agora deve estar usando para riscar fervorosamente a folha na sua frente enquanto desconta a raiva da vida - de nós. Eu tentei com pessoas na minha cama, com bebidas e cigarros entre os dedos, com um quase namoro fracassado, com uma vida profissional bonita, com sonhos novos, com dias de mendigagem: eu tentei. O curativo nunca esteve em nada disso. Que coisa idiota eu ligar para falar de curativos, você tem razão de querer desligar. Mas não, ainda não desliga. O curativo sempre foi você. A caixinha de remédios da minha vida, e me perdoa o anti-romantismo, eu não sei acertar palavras de amor que não firam. Só que agora eu quero curar também. Deixar que você se cure dos meus maus, da minhas aventuras pela vida quando nós deveríamos ter largado nossas mãos lado a lado, e não nos largado. Deixa eu ser o antídoto para qualquer outro amor que vá te fazer perder tempo, porque você sabe, eu sei, o seu cachorro sabe, o meu peixei sabe: a gente não se desliga. Não é esse fio telefônico, a conta no fim do mês ou uma tecnologia qualquer, somos nós, simples como uma vida, desgraçados como o amor. Nós, estragando tudo para o arrependimento querer curar. Se eu for o seu curativo, posso até me curar por conta própria, mas eu quero te curar. Quero passar carinho onde a vida deixou hematomas. E curará, acredite. Você ainda está na linha? Ainda quer ouvir que andei achando nossas cartas? Quando foi que paramos de nos escrever? Ah, claro… Quando as palavras deixaram de serem ditas também em voz alta. Ficou muita coisa a ser escrita, feita e falada. Ficou uma vida - a minha - para ser preenchida - com a tua. Até falando eu tenho entrelinhas, não é? Você deve estar me odiando, como no primeiro dia quando eu derrubei o sorvete na sua blusa preferida. Você deve estar me odiando por não conseguir desligar, como no último dia quando nos ouvimos chorar até faltar luz aqui e a ligação cair. Você me tem na mão e eu não sei poetizar isso. Desculpa, amor, se eu me encho de palavras e te esqueço respirando. Você, apenas respirando, já cura os meus tempos ruins. Quer desligar? Eu sei que sim. O meu recado está dado: se você fugir para o Japão, eu vou até lá. Vou até a esquina, até a cidade vizinha, até o Equador, até o Japão! Eu vou indo, porque o meu mapa quem traça é você. A minha vida quem regula são as suas mãos. Você não entende… Agora pode desligar, se quiser. Quando me ouço falar também me pergunto onde está a minha lucidez, não é só você que me detesta. No meu fundo, no meu espaço perdido e ilógico, tão meu, eu desisti de entregar os espaços em branco e passar mais álcool no que a história deixou ardendo. Eu desisti de procurar nas pessoas um olhar apaixonado que somente o espelho pode me mostrar, porque sou eu, é o meu reflexo dizendo que eu moro em ti. Eu não vou ter dinheiro para pagar essa conta, gastei tudo comprando o telefone para te ligar. São tantas desordens em mim, pode balançar a cabeça e me reprovar. Em outra vida eu posso ter feito medicina e a gente nem sabe… Tanto faz, você desligará. É que, olha, eu senti saudades de me declarar…