Não adianta. NUNCA VAMOS ESQUECER!!!!!
28 de mar. de 2013
25 de mar. de 2013
:(
Minha mágoa foi porque eu tinha me preocupado tanto com
você e você não teve a menor consideração. Mas deixa. Eu preciso
aprender. Olha, tem muita coisa no mundo que eu não entendo, mas quer
saber o que realmente não entra na minha cabeça? Como pode uma pessoa
saber que te deixou triste e simplesmente não fazer nada quanto a isso?
Se eu sei que deixei alguém chateado por uma atitude minha é evidente
que vou procurar a pessoa, ligar, fazer alguma coisa. Jamais vou ficar
quieta, na minha, sem saber o que a pessoa tá pensando ou sentindo. Se
tá chorando ou com raiva. Além disso, tem o essencial: vou querer
consertar. Ainda mais se a mancada foi minha. Agora me pergunto: como
pode alguém cruzar os braços e deixar rolar? O que adianta dizer que eu
gosto muito de você, que você é mega importante pra mim se eu te deixo
triste e não faço nada pra mudar isso?
Clarissa Correa6 de mar. de 2013
Tenho pressa de você!
E aqui dentro deste meu ninho de timidez
te grito, te quero, te chamo, te amo!
Mas não vê? não ouve? não quer? não sente?
E se joga no mundo, como confete atirado do décimo andar de um prédio, sem destino ou critério, mas sempre a cintilar, enfeitando toda a rua, encantando todos os olhos, moldando sorrisos, e no fim do vendaval estilhaçado no asfalto, ou no canto de uma rua principal, como se não houvesse nenhuma vertente.
Aqui de dentro, eu rezo, te peço, e permaneço nessa eterna prece.”
te grito, te quero, te chamo, te amo!
Mas não vê? não ouve? não quer? não sente?
E se joga no mundo, como confete atirado do décimo andar de um prédio, sem destino ou critério, mas sempre a cintilar, enfeitando toda a rua, encantando todos os olhos, moldando sorrisos, e no fim do vendaval estilhaçado no asfalto, ou no canto de uma rua principal, como se não houvesse nenhuma vertente.
Aqui de dentro, eu rezo, te peço, e permaneço nessa eterna prece.”
11 de fev. de 2013
Ahhh, Zé!
“Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu
consegui. Eu não sinto nada. Nada. Nem pena do mundo eu consigo mais
sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém
acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da
minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já
era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma
ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o
braço, Zé? Desculpa. Hoje tem risada alta, tem festinha, tem maquiagem e
música. O senhor promete que não me julga, Zé? Eu sei que você se
atrapalha, liga aqui pra cima e fica até mudo. São tantos nomes, não é?
Mas é só fazer que nem eu: chama todo mundo de “o outro”. Todos são
outros. Porque o de verdade, Zé, o de verdade não existe. A gente chora,
escreve lá umas poesias profundas, chora, mas um dia a gente acorda e
descobre que esse aí não existe não. Amanhã é um novo dia. Um novo outro
qualquer. Eu queria te dizer que eu sinto muito, Zé. Mas eu não posso
te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha,
Zé.”
| — | Tati Bernardi. |
5 de fev. de 2013
***
Uma permanência pautada de mentiras. História cega e
fantasiosa de dois amantes que ardentemente se desejavam, mas teriam um
fim. A luz que não existe, o livro que porta as folhas em branco e que
não contarão a nossa fábula. O tempo que eu dediquei, todo à você,
prazerosamente, sem pesar. A tua terra fértil, na qual jamais cheguei a
pisar. O teu orgulho amedrontado e as tuas frases decoradas, esperando o
momento oportuno para serem ditas e que nunca foram. As promessas
irônicas balbuciadas com o teu tom arrogante. A corda que você colocou
no meu pescoço e apertou, aos poucos, assistindo a minha agonia. A
tentativa falha de derramar as lágrimas atravancadas na garganta e que
insistem em não cair. A tua manha enganosa e embromada, ensaiada na
frente do espelho. Por quantas vezes você mentiu? Venho tentando fugir
da efetividade dos fatos, mas tudo ao meu redor desengana. Tudo é falso
demais, miragem ou ilusão de óptica. A voz não sai, se perdeu nos teus
braços longos e no teu colo acolhedor. Falsário. O meu silêncio você
consegue ouvir? Não fala nada, qualquer palavra tua é desatino, corrói e
eu me entrego. Apenas ouça do que o vácuo se alimenta, a ausência. Do
som, do afeto, dos planos incoerentes e de tudo aquilo que tomou, para
si, um fim
4 de fev. de 2013
OTM
“Pra falar verdade, às vezes minto tentando ser
metade do inteiro que eu sinto, pra dizer as vezes que às vezes não
digo. Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo. Tanto faz não
satisfaz o que preciso. Além do mais, quem busca nunca é indeciso; eu
busquei quem sou; você, pra mim, mostrou que eu não sou sozinho nesse
mundo. Cuida de mim enquanto não esqueço de você. Cuida de mim enquanto
finjo que sou quem eu queria ser. Basta as penas que eu mesmo sinto de
mim, junto todas, crio asas, viro querubim. Sou da cor, do tom, sabor e
som que quiser ouvir. Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir.
Quero mais, quero a paz que me prometeu. Volto atrás, se voltar atrás
assim como eu.”
| — | O Teatro Mágico. |
22 de jan. de 2013
....
“Um dia você vai se lembrar de mim. Os números da
sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para
discar. Talvez, até tente o meu, mas até lá posso não querer mais te
atender ou talvez nem seja mais meu aquele número. Você vai tentar
chamar alguém, mas não vai haver ninguém pra sair correndo e te dar um
abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo
pare de girar. Nessa fração de segundo, quando seus pés perderem o
chão, você vai lembrar do meu carinho e do meu sorriso infantil. Virão
súbitas memórias gostosas dos meus beijos e abraços, da minha
preocupação quando você saía e esquecia de pegar a blusa de frio… E só
terá uma música repetindo no seu rádio: a nossa doce sinfonia. Em um
novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na
respiração, e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de volta,
mundinho difícil, mas cheio de amor e carinho. Vai ouvir a chuva cair e
vai sentir um imenso vazio por não ter um grande amor pra compartilhar
esse momento. Não terá alguém para brincar de se jogar na grama nos dias
ensolarados, nem para admirar o pôr-do-sol sobre a ponte da pequena
cidade. Talvez, nem consiga mais sentir o frescor do vento. O nome disso
é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. E quando você
finalmente bater na minha porta, ela estará trancada, ou se aberta,
mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas,
aquelas que eu te disse que ardiam tanto. E você vai lembrar dos
carinhos nas costas pra você dormir, dos paninhos quentes pra aliviar
sua dor de madrugada, da minha inocência que ria de tudo que você
falava, do meu jeito bobo, do meu jeito de tentar te fazer feliz… O nome
do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome será a
tristeza, a mesma que eu senti por tanto tempo. Um dia você irá se
deitar, e quando olhar para o teto do quarto escuro, vai se lembrar que
as estrelas poderiam estar lá, para iluminar todas as suas noites frias.
Mas tudo o que você verá é a escuridão. Então quando os dias passarem e
eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com
os meus olhos encantados… você encontrará a solidão. E você vai ver que
diante de tudo isso, alguns dos meus defeitos poderiam ter sido
perdoáveis. A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa. E
provavelmente o remédio para todas essas sensações… é o tal do tempo em
que você tanto falava!”
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