10 de dez. de 2009

TÃO SUTILMENTE EM TANTOS BREVES ANOS



Tão sutilmente em tantos breves ano




foram se trocando sobre os muros




mais que desigualdades, semelhanças,




que aos poucos dois são um, sem que no entanto




deixem de ser plurais:




talvez as asas de um só anjo, inseparáveis.




Presenças, solidões que vão tecendo a vida,




o filho que se faz, uma árvore plantada,




o tempo gotejando do telhado.




Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe




o pó de um cotidiano desencanto.








Tão fielmente adaptam-se as almas destes corpos


que uma em outra pode se trocar,


sem que alguém de fora o percebesse nunca.



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