Ah mar! Pela manhã, quando o sol nasce e eu ouço o som das tuas carícias nas pedras, eu me alegro mais que a praia onde tu deitas calmo e manso, no descanso da tua luta.
Ah mar! Quando a labuta é dura na busca do alimento meu, quando na tormenta quase quebras a canoa que sustenta o meu corpo, e quando entras louco de fúria e de paixão, é então que eu grito o teu nome mar, te desafio, bravio mar revolto, me leva se é isto que tu queres mar, mas não me deixes mar.
Ah mar, quando à noite a lua branca banha as tuas águas, já tranqüilas, me faz sereno a tua calma. Ou será que és tu quem banha a Lua?
Ah mar dos meus loucos sonhos, mar medonho, mar imenso, por vezes tenso, outras sereno.
Eu te tenho nos meus olhos. Nos meus olhos há tanto mar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário