20 de out. de 2011

Pode vir. Sem coragem de dizer não.

Pode me tocar, me obriga a te olhar nos olhos mesmo parecendo impossível, me faz sorrir, traz de volta todo o brilho dos meus olhos, me faz desarrumar tudo que passei semanas organizando em caixas de mudança. Vai, surta! Chute todas essas caixas e espalha tudo de novo! Mas não esquece de deixar a dor e a esperança na caixinha do correio antes de sair. Elas sempre me oferecem abrigo e roupas secas quando você solta a minha mão, sendo assim, tem como não se acomodar? Me sinto boba, perdida e infantil, mas todo o meu masoquismo é válido. Você sempre aparece no meu quarto e me abraça quando eu durmo. Tudo para insistir nessa loucura de te ter perto de mim, mesmo que indiretamente.

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