25 de abr. de 2015

Vim amar você até o final
Da chuva que navega no seu corpo tropical
Espero amar você até durar
A lua que esclarece esse sol sem descansar jamais
Amar o quanto precisar que ame
Então recuse a escuridão
Te amo
Pra que chorar?
Chorar é fim
Você existe em mim
Vim servir o amor e aterrissar
Os anjos dos meus versos
Pra você não me deixar de amar
Será que em Deus os versos nascem assim
Como em toda primavera
Nascem flores para mimar jardim
Amar o quanto precisar que ame
Então recuse a escuridão
Te amo
Pra que chorar?
Chorar é fim
Você existe em mim
A areia lambe o sal
Já passou o temporal e a solução só você e eu
A alma bebe o mar
Que vazou do coração
E você me faz me fazer feliz
O quanto precisar que ame
Então recuse a escuridão
Te amo
Pra que chorar?
Chorar é fim
Você existe em mim
Estamos constantemente criando novas histórias que nos façam fugir do status quo, nem que seja por alguns minutos.
Acredite, somos extremamente capazes de viver e sentir as histórias que criamos, somos os roteiristas dos momentos que vivemos. Com uma dose cavalar de insistência, um pouco de prática e um caminhão de sorte, eu consegui te trazer pra minha história. Esta mesmo que estou escrevendo agora. Você talvez nem saiba que faz parte de tudo isto, mas já foi escalada pra este papel, e ele é de protagonista.
No final das contas cabe a mim viver essa história da mais fiel das formas, tão fiel que mentiras e verdades se fundem em uma crônica com início, meio e fim. Quem decide tudo isso? Eu, minha caneta e mais ninguém. A você cabe deixar-se ser escrita, vai por mim, tenho bastante coisa pra contar. E nem venha me dizer que isso não faz sentido, que eu estou ficando louca. Eu sei disso. Sei que existem diversos diagnósticos e que os provavelmente alguns deles estão corretos, mas decidi que serei meu próprio médico e pasme: acabo de receber alta.

23 de abr. de 2015

Tati

Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.
— Tati Bernardi.    

22 de abr. de 2015

E eis que aquela nuvem finalmente ficou cinza e carregada a ponto de cair a maior das chuvas. Afinal, muita coisa mudou de um tempo pra cá. Todos aqueles sentimentos ruins de guardar, toda a angústia e tristeza evaporaram com o calor e acabaram contaminando a chuva que hoje cai sobre sua cabeça. Se eu sempre guardei estes sentimentos aqui, foi justamente porque eram perigosos demais para te devolver, mesmo sabendo que foram teus canos que os despejaram em meus rios. Entretanto, tudo isso que eu deixei escapar de minhas mãos está no ar agora. Guarda chuva vai a 10. Cobre a cabeça pois a chuva será forte, barulhenta e ácida.

20 de abr. de 2015

Sensibilidade

Nós estamos tão ocupados, meu deus, que nem vemos como as luzes do céu misturam-se. São cinco cores, notei hoje: azul escuro, azul claro, laranja avermelhado, laranja e amarelo. Mas nós nem vemos que o céu às vezes gostaria de ser notado, assim como as estrelas que caem e nem sentimos. “uma estrela pinga no meu peito” eu li algum dia desses. Estamos tão imunes à beleza da vida que ser louco, viver uma vida louca e ter a melhor bolsa de marca tornou-se prioridade. Pergunto-me aonde vamos parar quando o uniforme das pessoas que convivem comigo é lacrado pela marca hollister, ou quando a poesia fica escassa àqueles que veem o minúsculo do minúsculo ou até mesmo quando o corpo é usado como objeto e admirado como tal - porra, museus existem, eu penso. As ciganas, acreditem, sabem mais do que os escritores. As prostituas refletem a razão segundo sartre enquanto clientes, como nós, beiramos a ignorância e beijamos o fim, com a morte na saliva. Estamos tão podres e amassados pelo sistema que nossos olhos desacostumaram-se a enxergar a luz do meio-dia, as flores que morrem murchas e sozinhas, o frio que congelou mais alguém em algum lugar do planeta. Eu acho que perdi o rumo do caminho quando eu vejo que meus colegas preferem gritar enquanto eu gosto de silêncio; quando todos querem ficar e eu desejo ir embora; quando todos falam de amor e eu não quero tê-lo comigo… em mim.
Sensibilidade aqui, ainda existe?
Talvez ao contar histórias, por pior que sejam, não deixemos de pertencer a elas. Elas se tornam nossas. E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser personagem seguindo um roteiro. É saber que você pode ser a autora.

16 de abr. de 2015

Máscara

As máscaras, em sua maioria, possuem dois buracos para os olhos, pra que, mesmo quando não queremos que o mundo veja nosso rosto, possamos, mesmo assim, enxergar. O resultado disso tudo é que conforme os anos vão passando, as pessoas vão percebendo quão cômodo é esconder a fisionomia que chegam ao absurdo de acreditar que não vale a pena presentear o mundo com a transparência de um rosto limpo. PAPO.
O que as pessoas não percebem é que são justamente os olhos que acabam com todo o mistério de uma máscara. Os olhos estão e estarão para sempre lá. E eu, da mesma forma que você, já aprendi a olhar através desse entrave visual que usa, a sacar estes olhos tristes que estão logo acima do sorriso radiante.
A gente precisa mudar para que cada vez mais possamos nos tornar nós mesmos.

15 de abr. de 2015

Caio F. Abreu

Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda! Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou.
— Caio Fernando Abreu.

***

A gente dá as costas para as emoções fortes em nome do êxtase, porque consideramos que o êxtase é o melhor. Não sabemos sentir o que é realmente importante e bom. Essa vontade estúpida de sair por aí querendo não perder nada acabou me fazendo perder tudo. Perder você, perder manhãs que eu podia ter acordado do teu lado, perder a ideia de passear contigo num parque, só soltando sua mão pra achar um trocado que pague uma coca-cola gelada. Sete anos é tarde demais pra chorar de saudade?
— Gabito Nunes

14 de abr. de 2015

Todo hay que volver a intentarlo… el amor no tiene por que se una excepción.
— Julio cortázar

Mentira?

Uma permanência pautada de mentiras. História cega e fantasiosa de dois amantes que ardentemente se desejavam, mas teriam um fim. A luz que não existe, o livro que porta as folhas em branco e que não contarão a nossa fábula. O tempo que eu dediquei, todo a você, prazerosamente, sem pesar. A tua terra fértil, na qual jamais cheguei a pisar. O teu orgulho amedrontado e as tuas frases decoradas, esperando o momento oportuno para serem ditas e que nunca foram. As promessas irônicas balbuciadas com o teu tom arrogante. A corda que você colocou no meu pescoço e apertou, aos poucos, assistindo a minha agonia. A tentativa falha de derramar as lágrimas atravancadas na garganta e que insistem em não cair. A tua manha enganosa e embromada, ensaiada na frente do espelho. Por quantas vezes você mentiu? Venho tentando fugir da efetividade dos fatos, mas tudo ao meu redor desengana. Tudo é falso demais, miragem ou ilusão de óptica. A voz não sai, se perdeu nos teus braços longos e no teu colo acolhedor. Falsário. O meu silêncio você consegue ouvir? Não fala nada, qualquer palavra tua é desatino, corrói e eu me entrego. Apenas ouça do que o vácuo se alimenta, a ausência. Do som, do afeto, dos planos incoerentes e de tudo aquilo que tomou, para si, um fim.

13 de abr. de 2015

“Aprendi que nem tudo são flores, nem todos os dias têm sol. Mas não há tristeza que não passe, nem felicidade que dure para sempre. Os dias nublados vão vir, as flores vão murchar, mas depois a primavera certamente vai chegar! Um dia eu descobri que a vida vale a pena ser vivida e aproveitada ao máximo, independente das circunstâncias. Sempre haverá um novo dia, uma nova chance, um novo amor, uma nova oportunidade… Mas a vida, essa é única.”
“Sempre acreditei que as palavras são muito poderosas. E inventei uma lei: quem fala esquece, quem ouve não esquece. Na hora da raiva a gente fala pelos cotovelos o que dá na telha. Depois que a poeira baixa é que vamos perceber que fizemos muito barulho por nada"