17 de jun. de 2015

A descoberta do amor

Haveria ela, naquele dia encontrar o esperado amor, sentada em frente à penteadeira escovava calmamente os seus belos cabelos longos e negros, admirava-se ao espelho, mas a imagem que refletia não era a sua. Ele caminhava lentamente ao seu encontro e sorria radiante e admirado ao vê-la. A relva verde reluzia sob o sol da tarde, os Jacarandás exibiam as suas exuberantes cores já nos primeiros dias da primavera. Ela sorria e o seu olhar perdido no fundo do espelho denunciava toda a sua alegria e encantamento.

Ela estava amando. Definitivamente ela estava amando.

- Meu Deus! Então é assim que é o amor - pensou ao retornar de seu lindo sonho.

Admirou-se mais uma vez no espelho, borrifou o seu melhor perfume no pescoço, nos pulsos e entre os seios. Levantou-se e saiu em silêncio do quarto.

Ao passar pela sala ajeitou as rosas amarelas no vaso, olhou pela janela e ajeitou as cortinas cuidadosamente. Tudo deveria ser perfeito naquele dia. Antes de abrir a porta e sair de casa refez todos os seus passos, certificando-se de que realmente não se esquecera de nada.

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