10 de nov. de 2011
9 de nov. de 2011
:-)
“Eu podia te contar muitas mentiras, mas não quero. Não sou nada racional. E, olha, não sei ser objetiva. Enrolo uma vida para falar uma coisa simples. Dou um montão de voltas até chegar no ponto principal. Sempre me perco. Sempre me bato nas coisas, por isso vivo roxa. Ligo sem nenhum motivo aparente, só por ligar, só pra não dizer nada. Sinto raiva. E na hora da raiva falo coisas que nem acredito depois. Fico cega, cegueta mesmo. E depois me arrependo, peço desculpa, tento engolir o que falei.”
7 de nov. de 2011
4 de nov. de 2011
3 de nov. de 2011
“Eu não vou te contar que eu perco o sono, que eu tenho medo e que eu não me concentro em mais nada. Eu me sinto uma estrangeira pelas ruas que eu conheço tão bem, tropeço nas calçadas e tenho os olhos turvos — passei a ter certeza que aqui não é o meu lugar só porque não te vejo por aí. Vou te deixar observar só a minha leveza: a leveza causada por ti. O lado pesado de mim eu vou esconder porque o que é pesado demais machuca e eu não quero te machucar. Não quero te assustar. Não quero te perder. Eu sabia, meu amor, eu sabia que quando o amor se esbarrasse comigo de novo, toda essa agonia voltaria; eu não tenho culpa se é assim que eu amo. Eu me atiro fundo e sei que nem todos estão dispostos a mergulhar comigo e por isso que eu fugia tanto, mas você me desarmou quando surgiu. Você me fez levantar a bandeira branca antes mesmo de haver alguma guerra, algum confronto. E agora eu me pergunto se você está disposto a mergulhar comigo. Você não me faz mal, você enche meu peito tanto-tanto-tanto e depois — só pra não deixá-lo explodir — me faz soltar o ar devagarinho enquanto eu suspiro. E eu me prendi na certeza que você me passa cada dia mais. Mas o problema é que eu também estou presa na incerteza que eu me passo cada dia mais. A incerteza do amanhã me dói, mas eu já disse que não quero falar sobre isso. Deixa eu te contar da paz, dos sonhos que eu tive com você e de como meu coração dispara só de ouvir sua voz do outro lado da linha. Esquece o resto e vem. Vem e me conta alguma história também. Vem e fica — pra sempre, se possível.”
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