28 de dez. de 2011
26 de dez. de 2011
Ana Cañas - A Ana
A Ana
Ana Cañas
A Ana
A ana disse ontem
A ana ficou triste
A ana também leu
A ana não existe
É a ana insiste
A ana não consegue
A ana inventou
Ela também merece
A ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
A ana nada sabe
A ana sempre canta
A ana me enrola
A ana me encanta
A ana se pintou
A ana não limpou
A ana que escreveu
A ana se esqueceu
A ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
Foi a ana que fez
Foi a ana que foi
Foi a ana em fá
Foi a ana, foi
A ana ama
A ana odeia
A ana sonha
A ana canta
A ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
Ana Cañas
A Ana
A ana disse ontem
A ana ficou triste
A ana também leu
A ana não existe
É a ana insiste
A ana não consegue
A ana inventou
Ela também merece
A ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
A ana nada sabe
A ana sempre canta
A ana me enrola
A ana me encanta
A ana se pintou
A ana não limpou
A ana que escreveu
A ana se esqueceu
A ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
Foi a ana que fez
Foi a ana que foi
Foi a ana em fá
Foi a ana, foi
A ana ama
A ana odeia
A ana sonha
A ana canta
A ana é azeda
Mas é doce quando é doce
A ana é azeda
Mas muito doce quando é doce
24 de dez. de 2011
Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes eu soube, pude, aceitei, ler. Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair. A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.
O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.
Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.
Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.
23 de dez. de 2011
22 de dez. de 2011
21 de dez. de 2011
“Meu amor,
os dias desistiram de passar sem você aqui. Ando de um lado para o outro procurando ocupar a cabeça com algo produtivo, mas só sobrou o eco do seu silêncio. penso no porquê da tua ausência de respostas. Serão essas minhas palavras monólogos que não passam de ensaios? Onde a vida está acontecendo agora? Longe daqui, de certo. Longe de mim. Sem você sou tão baldia. Gosto dessa palavra “baldio”. É sonoro e me descreve bem como nenhuma outra: abandonada, sem valor, rejeitada, infértil, vazia, de ninguém. Olha os meus desvarios sem você por perto para me lembrar que me ama. Olha só como me ponho na beira do abismo, de pés descalços e beijando o vazio quando me vejo sem você. Esse amor assim, tão dependente, tão Ultra Romântico que guardo por ti vem acabando com a sanidade que sempre me foi parca. Veja bem, meu fim será Ultra Romântico também. Será? Não vamos pensar nisso agora.”
os dias desistiram de passar sem você aqui. Ando de um lado para o outro procurando ocupar a cabeça com algo produtivo, mas só sobrou o eco do seu silêncio. penso no porquê da tua ausência de respostas. Serão essas minhas palavras monólogos que não passam de ensaios? Onde a vida está acontecendo agora? Longe daqui, de certo. Longe de mim. Sem você sou tão baldia. Gosto dessa palavra “baldio”. É sonoro e me descreve bem como nenhuma outra: abandonada, sem valor, rejeitada, infértil, vazia, de ninguém. Olha os meus desvarios sem você por perto para me lembrar que me ama. Olha só como me ponho na beira do abismo, de pés descalços e beijando o vazio quando me vejo sem você. Esse amor assim, tão dependente, tão Ultra Romântico que guardo por ti vem acabando com a sanidade que sempre me foi parca. Veja bem, meu fim será Ultra Romântico também. Será? Não vamos pensar nisso agora.”
Carta ao Papai Noel. Pode ser papai IsmaEL???????
Querido Papai Noel,
mais uma vez chegou os seus 15 minutos de fama, já estava com saudades. Também chegou a hora de todo mundo ficar bonzinho, fazer doações, pedir presentes, agradecer os presentes, rezar quando for meia noite, comer a droga do arroz com uva passa e comer pavê (ou pá comê? rá rá rá). Quem é que não faz isso vivendo no Ocidente?
Não é que eu não goste do Natal. É que simplesmente tudo ficou tão banal: todos esses ateus e críticos de Deus comemorando o que mesmo? E não é que eu seja a chata da família que passa o Natal na banheira com sais… Imagine...
Mas desde que o Reveillon é minha festa preferida, como presente (além do término do meu curso), peço para que meu bom velhinho viesse passar a virada do ano com a gente. Porque como disse Drummond: aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Eu adoro a sua entrada triunfal pela chaminé, sinta-se a vontade para realizá-la no dia 31. Teremos várias comidinhas no mesmo estilo natalino.
Esse ano quero mais do que 15 minutos com o senhor. Qualquer dúvida, pergunte-me no dia 25, mas seria legal fazer disso uma surpresa para as crianças e adultos também. Mantenhamos contato pelo Facebook, pode ser?
Ah, diga para Mamãe Noel também vir! E tragam todo o amor do mundo pra cá.
Beijos com carinho,
Ana.
PS: Não teremos cerveja. Vai de vinho mesmo?
18 de dez. de 2011
Não te perdi. Eu me perdi. E assim fiquei... Olhando durante um tempo para aquele ônibus, para aquela despedida, para aquela indecisão naquela janela que você gostou com aquelas flores e aquele vento. Imaginei todos aqueles planos fantasiados que eu tinha sonhado, aqueles planos que eu jamais saberia se iam existir, não porque a gente não sabe do amanhã, mas porque você me abria os olhos a cada dia. Então respirei fundo.
E assim perdi a vontade de seguir em frente, de olhar pro lado e te vê distante. E então perdi a vontade de fazer de você uma história, e sem mais pretensões você virou só momento e então perdi a vontade de me irritar por esses momentos que acabariam logo. E então te avisei. Agora você poderia fazer o que deixou de fazer por minha causa. Te expliquei de forma sucinta minha decisão e segurei, disfarcei mais uma vez, como segurava e disfarçava sempre a vontade de chorar. Não que eu fosse forte, mas tinha que aparentar ser. Nos primeiros cinco minutos vi meu mundo caindo aos poucos, mas depois achei mil maneiras de me confortar.
Queria dizer que não me arrependo de ter entregado a você um pouco de verso e um pouco de esperança... Que te mostrou que sempre existe uma saída mesmo que possa parecer impossível, mas só se resolve se tentar. Mesmo que se erre muitas vezes.
Bom, mais acho que ainda faltou esperança para continuarmos seguindo em frente. Talvez se eu tivesse falado menos sobre signos, menos sobre o futuro ou pensando menos em planos, é aqueles planos que sonhamos e que quase nunca acontecem. É, sobre esses planos eu devia ter pensando menos, pois eu sabia que era melhor não fazer planos com você. Se eu sabia de tudo, então porque eu não falei menos de você, de mim... de nós. talvez não pensasse tanto na despedida, nos problemas, no futuro, no fim. Porque esse fim era esperado. Mas eu ainda tinha esperança, por isso acreditei na gente.
Sei que ainda escorre água com sal que chega rapidamente até minha boca, quando lembro de momentos, mas seca poucos minutos depois. Talvez seja a esperança de você bater na minha porta, de você dizer que fica, de você ter certeza que quer. Mas vá agora, ainda cedo, ainda quando a brisa consegue secar as poucas lágrimas que escorrem pela face.
Eu podia sim esquecer tudo e viver o agora, o momento, o dia e a noite, cada segundo, mas eu vou viver sim, mas com esperança. Porque ainda não sei viver sem a esperança de ter você pra sempre ao meu lado.
E assim perdi a vontade de seguir em frente, de olhar pro lado e te vê distante. E então perdi a vontade de fazer de você uma história, e sem mais pretensões você virou só momento e então perdi a vontade de me irritar por esses momentos que acabariam logo. E então te avisei. Agora você poderia fazer o que deixou de fazer por minha causa. Te expliquei de forma sucinta minha decisão e segurei, disfarcei mais uma vez, como segurava e disfarçava sempre a vontade de chorar. Não que eu fosse forte, mas tinha que aparentar ser. Nos primeiros cinco minutos vi meu mundo caindo aos poucos, mas depois achei mil maneiras de me confortar.
Queria dizer que não me arrependo de ter entregado a você um pouco de verso e um pouco de esperança... Que te mostrou que sempre existe uma saída mesmo que possa parecer impossível, mas só se resolve se tentar. Mesmo que se erre muitas vezes.
Bom, mais acho que ainda faltou esperança para continuarmos seguindo em frente. Talvez se eu tivesse falado menos sobre signos, menos sobre o futuro ou pensando menos em planos, é aqueles planos que sonhamos e que quase nunca acontecem. É, sobre esses planos eu devia ter pensando menos, pois eu sabia que era melhor não fazer planos com você. Se eu sabia de tudo, então porque eu não falei menos de você, de mim... de nós. talvez não pensasse tanto na despedida, nos problemas, no futuro, no fim. Porque esse fim era esperado. Mas eu ainda tinha esperança, por isso acreditei na gente.
Sei que ainda escorre água com sal que chega rapidamente até minha boca, quando lembro de momentos, mas seca poucos minutos depois. Talvez seja a esperança de você bater na minha porta, de você dizer que fica, de você ter certeza que quer. Mas vá agora, ainda cedo, ainda quando a brisa consegue secar as poucas lágrimas que escorrem pela face.
Eu podia sim esquecer tudo e viver o agora, o momento, o dia e a noite, cada segundo, mas eu vou viver sim, mas com esperança. Porque ainda não sei viver sem a esperança de ter você pra sempre ao meu lado.
13 de dez. de 2011
“Eu não só amo, mas também desesperadamente. Meu cabelo é exaltado e levado pelo vento que bate sem piedade, e eu me torno ventania colada à porta do carro. A estrada podia ser você, para eu me jogar. Para eu ser real de novo e mais pesada que o vento, ser largada no asfalto quente enquanto beijo sua boca minha. Para diminuir a velocidade - a da vida - que me empurra para longe, que nos empurra para longe desde que nascemos. Para ser águia ou ter força o bastante para encontrá-lo a dois segundos. A dois míseros pedaços de tempo que nem fariam falta, mas que nos salvariam da saudade.
A bagagem vai vazia de gente e eu só tenho você. O calor ainda cresce, o sol sobe para o meio-dia. As árvores vão fugindo dessa promessa de tocar, cada uma mais medrosa que a outra, e eu nem conto suas folhas secas. Os faróis eu deixo desligados, e desligo a música. Eu queria encontrá-lo nesse espaço em braço que pode ligar duas cidades. Eu não só vento, mas também enlouquecidamente. Viajo nos braços do ar enquanto apenas sou eu sentada no banco desconfortável, morta de percepções incrédulas sobre você estar aqui e do outro lado ao mesmo tempo. Também bebo o próprio choro. Eu anoiteço ao meio-dia limpo por você.”
A bagagem vai vazia de gente e eu só tenho você. O calor ainda cresce, o sol sobe para o meio-dia. As árvores vão fugindo dessa promessa de tocar, cada uma mais medrosa que a outra, e eu nem conto suas folhas secas. Os faróis eu deixo desligados, e desligo a música. Eu queria encontrá-lo nesse espaço em braço que pode ligar duas cidades. Eu não só vento, mas também enlouquecidamente. Viajo nos braços do ar enquanto apenas sou eu sentada no banco desconfortável, morta de percepções incrédulas sobre você estar aqui e do outro lado ao mesmo tempo. Também bebo o próprio choro. Eu anoiteço ao meio-dia limpo por você.”
7 de dez. de 2011
Amados
“Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.”
Demorei
“Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de você vai te tratar bem. Quem gosta de você se importa, quer o melhor, te procura, te liga, te dá satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta para a família e amigos. Quem gosta manda uma mensagem bobinha só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto sua dentro da carteira pra ver quando dá saudade. Quem gosta abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta suas reclamações, sua cólica infernal, suas manhas e manias.”
Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Maria de QueirozPudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
5 de dez. de 2011
Nando Reis
"... Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei? foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei? algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava?..."
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava?
E o que eu te dei? foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei? algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava?..."
4 de dez. de 2011
1 de dez. de 2011
Quintana
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
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