5 de fev. de 2013

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Uma permanência pautada de mentiras. História cega e fantasiosa de dois amantes que ardentemente se desejavam, mas teriam um fim. A luz que não existe, o livro que porta as folhas em branco e que não contarão a nossa fábula. O tempo que eu dediquei, todo à você, prazerosamente, sem pesar. A tua terra fértil, na qual jamais cheguei a pisar. O teu orgulho amedrontado e as tuas frases decoradas, esperando o momento oportuno para serem ditas e que nunca foram. As promessas irônicas balbuciadas com o teu tom arrogante. A corda que você colocou no meu pescoço e apertou, aos poucos, assistindo a minha agonia. A tentativa falha de derramar as lágrimas atravancadas na garganta e que insistem em não cair. A tua manha enganosa e embromada, ensaiada na frente do espelho. Por quantas vezes você mentiu? Venho tentando fugir da efetividade dos fatos, mas tudo ao meu redor desengana. Tudo é falso demais, miragem ou ilusão de óptica. A voz não sai, se perdeu nos teus braços longos e no teu colo acolhedor. Falsário. O meu silêncio você consegue ouvir? Não fala nada, qualquer palavra tua é desatino, corrói e eu me entrego. Apenas ouça do que o vácuo se alimenta, a ausência. Do som, do afeto, dos planos incoerentes e de tudo aquilo que tomou, para si, um fim

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