28 de jun. de 2009

Por que é tão importante saber quem eu sou?

Eu sou a mais fútil, a mais exagerada, dramática e chata de todas. A mais ignorante, a mais grosseira e estúpida. Eu não tenho mais paciência pra nada, sou intolerante a quase tudo e também sou alérgica ao mundo em sua totalidade. Às vezes tenho surtos de piranha, em outros momentos sou a mais
calma de todas as mulheres que eu já tive o prazer e também o repúdio de conhecer. Sim, porque a maioria não vale uma nota suja da moeda chinesa.
Não curto ser passiva em relação alguma, não curto nada pela metade, não gosto de completar ninguém e nem procuro ninguém que me complete. Não acredito em 'par perfeito', odeio o spam desse
site. O que eu sou é egoísta, sou mesmo com todas as minhas forças. O que é meu é meu e tá acabado. Se eu cuido de algo, ou alguém, não gosto quando filhos da puta estragam. Sofro com as escolhas que faço, escolho quase sempre errado e me fodo com todas elas. Acredito no risco, ainda acredito nessa merda de 'me arriscar' na vida. Me fodo por isso, óbvio.
Acredito em signos e compatibilidade astral, por essa razão eu não me meto com geminianos e nem com escorpianos. Tá, às vezes é inevitável, mas eu evito. Me dou ao luxo de comprar coisas pra mim, sim. Sou egoísta, mas ajudo todos e sou prestativa; é possível, e eu tenho certeza de que faço meu melhor.
Eu desisto fácil de tudo também, todo dia. Não tenho muita vontade pra continuar com algo que não me emociona. Quando fico triste a primeira coisa que faço é chorar, antes mesmo de pensar que existe solução.
E eu penso, eu penso muito, penso em tudo. Sou confusa e desconfio até do pão que eu como. Nada pessoal, eu sou bipolar e extremamente medrosa. Não demonstro pra não parecer fraca, porque isso eu nem sou, mas como as pessoas confundem tudo é melhor falar uma coisa de cada vez, então: Tenho medo, não sou fraca.
Não gosto de falar de mim, não sei lidar com elogios rotineiros e nem com os espontâneos. Tenho problemas sempre que escrevo a palavra 'espontâneo', sempre esqueço como é que se escreve. Também esqueço a grafia de outras, mas isso não vem ao caso. Não sou burra, observo tudo e entendo tudo, entretanto a idéia de parecer idiota me agrada mais.
Odeio quem vive de citações, quem ama autores e lhes dedica tudo. Odeio quem ama cantores, bandas e outras coisas. Não gosto de exaltar ninguém, acho Machado de Assim um saco, muito embora tenha lido os seus maiores e menores clássicos e contos, respectivamente. Não sei, não consigo gostar dele. Acho que a maioria das pessoas só se encaixam nesse e em outros consensos por ser mais fácil assim.
Não sou herege. Falo o que quero, não tenho medo de ouvir o que não quero. Ainda sou adolescente, durmo e esqueço tudo. Não aceito de maneira nenhuma que o amor move o mundo, não gosto da idéia de ser movida por ele, de que preciso disso pra viver. Eu amo, sim, mas não aceito que isso seja tudo. Aliás, já disse isso antes, o que eu não gosto é da idéia de desmoronar em cada esquina por causa dele, o amor.
Eu não acredito em amores pautados no tempo e nem me utilizo dele pra medir meus amores. Não me pauto amorosamente no tempo e acho um saco essa gente que diz que o amor, ou melhor, o eu te amo 'banalizou'. Se a pessoa quer dizer que ama, deixa; cada um sabe de si. É só uma frase, acredita quem quer. O sentimento é
único em cada um, ninguém sente igual, então deixa. Cada um que cuide do amor que tem. Se não gostou de ouvir que é amado, manda enfiar no cu e pronto.
Amo praticidade e detesto gente que demora pra dizer 'não', ou 'sim' ou qualquer coisa que seja. Não gosto de sentir que vai ser sempre assim, não gosto de não esperar
mais do que meias palavras de alguém que tem mais a dizer. Não gosto de esperar, e essa é basicamente a roda da minha vida.
Eu gosto de viver, só que ultimamente tem me cansado fazer isso que é o que eu mais gosto na vida: viver. Eu tenho péssimo humor, negro, ácido, estúpido, e mau humor; não gosto de desrespeito. Ás vezes eu falto com o respeito, e sempre julgo antes de conhecer, e quase sempre acerto, hein.Odeio repetir, apesar de esquecer muito do que falo. Prometo e gosto de cumprir. Nem sempre rola. Eu sinceramente vivo melhor sozinha. Prefiro o verão, o calor; frio me aborrece e chuva com trabalho não é interessante nem de longe. Gosto de chuva com cama e cobertor, porque eu gosto é de curtir o calor. Vivo melhor sozinha com amigos e família. Tô pouco me lixando com a opinião dos outros sobre mim, desde que não sejam tolas, até porque só me interessam aqueles que têm uma pra 'chamar de sua'. Não gosto de falar de mim, sempre prefiro 'falar de você'. Falo demais, tinha parado com isso. E a pergunta do título foi pra mim mesma.

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