28 de jun. de 2009

A tal pera do topo,

Aquela da história; a que só o bravo e valente alcança. É, aquela mesma: meio vermelha, meio amarela e meio verde de não-madura. Que fica esperando o verde sumir para então cair podre no chão. Ela mesma!
Porque disse o sábio que as localizadas no topo oposto não-quase-servem, mas acabam quase-servindo, suprindo os mais famintos e afobados.
Porém, quem disse que a pera do topo, oposta ao oposto, é mais deliciosa, bonita ou mais agradável ao gosto do que aquela maldita que inventou de crescer suas formas ali, mais próximo do chão?
O gênio consensualizado lá entendia de maturação? De fotossíntese? Que dois corpos não ocupam ou não podem ocupar o mesmo lugar no espaço?
O espaço arbóreo ficaria tão mal-desenhado se todas as peras resolvessem florir seus cheiros apenas perto do céu.
Ah, na verdade essa historinha de peras rarefeitas de ares mais macios e mais gostosos e tudo balelê para parecer atrativo,e incitar o atrever. Até porque as perinhas mais expostas as luzes fortes do dia da manhã tendem a criar ruguinhas precoces; além disso, são tão mais beijadas por qualquer vento vivo. Expostas ao qualquer. Caem deformadas e tortas ao chão de tão altas que são.
De fato são todas iguais, a diferença talvez se perceba provando. E cá entre nós,
só se querendo muito, inventando mesmo, distinguimos o comum da transgênia; no mais
transformamos qualquer fruta em um tipo de banana.

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