28 de jun. de 2009

porque a amizade é um improviso.

Não querendo imitar o dono da canção, mas a sonoridade dela
encanta meu coração.
A sonoridade dela, a minha Luísa*.
Eu tenho medo da reprovação, do olhar que ela perde lá longe,
quando eu digo que errei.
A reprovação não chega, se atrasa, se perde com o olhar.
Ela aconselha, e me acalma. Já disse?
Acalma com a voz, minimiza os problemas cheios de uma vida inteira.
Erra e espera pelo olhar da reprovação...Um olhar
sempre tão atrasado e perdido, mas ele não permanece.
Somente os olhares doces eu carrego comigo.
Ela me ensinou que tenho que ser indiferente, nonchalant.Eu que ainda não aprendi.
É preciso tempo.É preciso musicalizar pro tempo passar.
Ela é uma música que eu vou lembrar pra sempre.Não, não é aquela do poeta.
Eu vou lembrar daquela que eu fiz pra ela agora, no improviso.
Usando palavras que não existem, ou aquelas que eu nunca usei com ela.
O som que nunca foi tirado de violão nenhum, tá aqui dentro do meu coração.
Eu nunca vou cantar,mas ela vai ouvir quando lembrar de mim.

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